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Transtorno Obsessivo Compulsivo, como tratar?

tocO transtorno obsessivo-compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano 2020 o transtorno obsessivo-compulsivo estará entre as dez causas mais importantes de comprometimento por doença. Além da interferência nas atividades, os sintomas obsessivo-compulsivos (SOC) causam incômodo e angústia aos pacientes e seus familiares.

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC) ou Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC), é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos e compulsivos, no qual o indivíduo tem comportamentos considerados estranhos pela sociedade ou por si próprio; normalmente trata-se de ideias exageradas e irracionais de saúdehigieneorganizaçãosimetriaperfeição ou manias e “rituais” que são incontroláveis ou dificilmente controláveis.

Apesar de ter sido descrito há mais de um século, e dos vários estudos publicados até o momento, o transtorno obsessivo-compulsivo ainda é considerado um “enigma”. Questões como a descoberta de possíveis fatores etiológicos, diversidade de sintomas e como respondem aos tratamentos continuam sendo um desafio para os pesquisadores.

Estudos indicam que uma das dificuldades para encontrar essas respostas deve-se ao caráter heterogêneo do transtorno. Vários estudos têm apontado para a importância da identificação de subgrupos mais homogêneos de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Esta abordagem visa a buscar fenótipos mais específicos que possam dar pistas para a identificação dos mecanismos etiológicos da doença, incluindo genes de vulnerabilidade e, por fim, o estabelecimento de abordagens terapêuticas mais eficazes.

Alguns subtipos de transtorno obsessivo-compulsivo têm sido propostos. Dentre eles, dois subtipos bastante estudados correspondem aos pacientes com início precoce dos sintomas obsessivo-compulsivos e o subtipo de transtorno obsessivo-compulsivo associado à presença de tiques e/ou síndrome de Tourette (ST). Esses dois subgrupos de pacientes apresentam características clínicas, neurobiológicas, de neuroimagem, genéticas e de resposta aos tratamentos distintos e que os diferenciam de outros pacientes. É importante ressaltar também que esses dois subtipos apresentam características semelhantes, o que dificulta a interpretação de sua natureza, ou seja, torna-se difícil diferenciar se as características encontradas são devido ao início precoce dos sintomas obsessivo-compulsivos ou à presença de tiques.

A compulsão por lavar as mãos é um sintoma comum do TOC.

Compulsão é um comportamento consciente e repetitivo, como contar, verificar ou evitar um pensamento que serve para anular uma Obsessão. Outros exemplos de compulsão são o ato de lavar as mãos ou tomar banho repetidamente, conferir reiteradamente se esqueceu algo como uma torneira aberta ou a porta de casa sem trancar. Deve-se deixar claro, porém, que para que esses comportamentos sejam considerados compulsivos, devem ocorrer em uma frequência bem acima do necessário diante de qualquer padrão de avaliação.

Acomete 2 a 3% da população geral. A idade média de início costuma ser por volta dos 20 anos e acomete tanto homens como mulheres. Depressão maior e fobia social podem acontecer com os pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo ao longo da vida.

Tratamento para o TOC

Os tratamentos mais efetivos que se tem para o TOC são medicamentos  inicialmente utilizados no tratamento da depressão, que posteriormente se descobriu serem efetivos também no TOC,  e a terapia cognitivo-comportamental (TCC) que inclui exercícios de exposição e abstenção de executar rituais (prevenção da resposta).

Medicamentos

Os medicamentos são efetivos para 40 a 60% dos pacientes  que os utilizam e são a primeira escolha, principalmente quando, além do TOC, existem outros problemas associados como depressão, ansiedade, o que é muito comum. Também é usual se iniciar com um medicamento quando os sintomas são muito graves ou incapacitantes. Geralmente são utilizados em doses maiores do que as recomendadas para o tratamento da depressão e demoram mais tempo  para produzir o efeito anti-obsessivo. O maior problema que eles apresentam é o fato de raramente eliminarem por completo os sintomas. Além disso, com freqüência, provocam efeitos colaterais indesejáveis, embora os mais modernos sejam bem melhor tolerados.

Terapia cognitivo-comportamental

A terapia cognitivo-comportamental reduz os sintomas em 70% dos pacientes que realizam essa modalidade de tratamento, e em aproximadamente 30 % deles pode eliminar por completo os sintomas. Ela é efetiva especialmente quando predominam rituais, não existem outros problemas psiquiátricos graves e os pacientes se envolvem efetivamente nas tarefas de casa, parte fundamental dessa forma de tratamento. Um problema de ordem prática é o fato de a TCC ser um método pouco conhecido e pouco utilizado em nosso meio e ainda existirem poucos profissionais com experiência na sua aplicação prática.

Como tanto os medicamentos como a TCC tem limitações recomenda-se, na prática, associá-los.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_obsessivo-compulsivo
Fonte: http://www.ufrgs.br/toc/index.php/sobre-o-toc/9-os-tratamentos-para-o-toc.html

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