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Primeiros dias do bebê, o que fazer?

primeiros dias do bebe o que fazerQuando engravidamos, temos o hábito de ler de tudo sobre a gravidez, e no pós-parto não é diferente, porque mesmo sendo mãe de primeira viagem, queremos acertar tudo; e, acertar neste momento é um dos maiores desafios para qualquer mamãe e papai de primeira viagem.

Sou mãe de terceira viagem, ou seja, já passei pela fase do primeiro filho há 12 anos e gostaria de poder te ajudar, compartilhando minha experiência.

Tenho certeza que as fases do desenvolvimento e crescimento de um bebê é bem parecido, o que difere minha realidade vivida com a sua é simplesmente a forma pela qual eu encarei e venci este momento e a forma pela qual você: mamãe de primeira viagem, vai vivenciar este mesmo momento para poder tirar de letra e já encomendar o segundo herdeiro deste reinado.

6 Dicas para auxiliar as mamães de primeiríssima viagem…

1 – A chegada

O primeiro dia do bebê em casa sempre é muito planejado e esperado, desde a gravidez. Para esta chegada tão importante, tudo deverá ser arrumado com muito capricho.  A mamãe e o papai deverão pensar em tudo, como: de que forma e onde serão dados os primeiros banhos e as primeiras trocas, providenciar suportes como: trocadores, lixeiras, farmacinha, banheira, berço ou carrinho de bebê para as primeiras noites de sono, que deverão ser do lado dos pais, não especificamente na cama, mas no mesmo quarto. Liberar para as visitas pelo menos após 15 dias, principalmente se o parto foi cesariana, e conscientizar as visitas que deverão ser breves, tanto para o descanso do bebê quanto para o descanso da mamãe.

2 – Higiene

Às vezes não atentamos que um recém-nascido necessitará de mais higiene do que estamos acostumados no dia-a-dia. Desde lavar as nossas mãos antes de pegarmos a criança, ou até mesmo a própria higiene com o bebê na hora das trocas de fraldas e do banho dele. Cuidados básicos com a barba do papai, devendo serra-la todos os dias; com os perfumes de essência muito forte, devendo não utilizar ou trocá-los por essências mais suaves; ambientes barulhentos ou vozes com tom alto, devendo respeitar a sensibilidade auditiva do bebê, falando mais baixo e ouvindo sons em tom mais baixo, como TV ou qualquer outro barulho.

3 – Alimentação

Até os seis meses só o peito. Quem já não ouviu isso do pediatra do seu bebê?
Eu sempre ouvi, mas nunca segui. Devido à inexperiência com o meu primeiro filho, resolvi consultar a minha mãe, e tudo que ela me orientava eu fazia. Eu pensava: bom, se ela me criou e numa época bem menos desenvolvida, ela deve saber do que estava falando. Além do peito, se não pudesse dar nenhum complemento, como fariam com os bebês que não conseguem pegar o peito e com os bebês das mães que não conseguem amamentar por algum motivo.

Então fica a dica: se estiver calor, ofereça água para o seu bebê, em pouca quantidade, se ele aceitar, continue a dar, senão, mantenha-o no peito. E fique atenta quanto ao seu leite materno, muitas vezes o bebê chora pelo simples fato de estar com fome, talvez ele precise de um complemento, cada mamada deve durar de 30 a 40 minutos, ou seja, 15 min a 20 min em cada peito. O chá é uma opção a mais que pode sim servir como um complemento do leite de peito e beneficiar no sono. Principalmente se for dado após o banho.

Consulte o pediatra, mas tente conhecer seu bebê a cada dia, seja uma mãe observadora, verificando os horários e os tipos de choro que o seu bebê apresentar. O choro de fome é diferente do choro de sono, como o choro de estar com a fralda suja é diferente do choro de dor. Com o passar dos dias, toda mãe passa a conhecer o tipo de chorinho do seu bebê.

4 – Cólicas

Frequentemente as cólicas vêm após as mamadas, por isso é importantíssimo após a amamentação de cada peito, colocar o bebê para arrotar. A mamãe dá o peito e enquanto ela descansa por 10 a 15 minutos, o papai coloca a criança para arrotar no sentido encostada em seu peito e ombro. Após arrotar, deve-se oferecer o outro peito para que o bebê mame o suficiente para que seu intervalo de uma mamada para a outra seja de 1 a 2 horas. Após mamar no segundo peito, deve-se colocar o bebê para arrotar novamente, a qualidade desse soninho após a mamada vai depender então da quantidade de leite que o bebê aceitou e se vai ficar sem gases na barriguinha até a próxima mamada. Se o pediatra receitou um remedinho para facilitar a saída dos gases, este deverá ser dado minutos antes da mamada. As massagens também ajudam bastante, uma das técnicas indicadas é a shantala para bebês, vale a pena assistir um video para começar a fazer em seu bebê todos os dias, a região do corpinho dele que deve ser mais movimentada serão as pernas e o abdomem, onde os gases se alojam causando dores. Até o terceiro mês, os beb~es costumam reter muitos gases.

5 – Sono

Desde os primeiros dias do recém-nascido, já é possível, a mamãe começar a ninar o bebê para que ele durma no horário mais adequado, para que ela e o papai possam descansar também. Ou seja, toda criança precisa de rotina, horário igual ou parecido em todos os dias da semana. O bebê deve ter horário para comer, tomar banho, dormir, acordar… Com o passar dos meses, o próprio bebê vai permitindo modificar seus horários tanto como vai aprendendo a respeitar os horários que foram implantados para ele. É tudo uma questão de hábito, e geralmente a rotina é importante para trazer tranquilidade e futuramente organização para a criança.

6 – Passeios

Não é aconselhado sair  com muita frequência com o bebê, pelo menos durante os primeiros 15 a 30 dias, período este em que está sendo aplicada as primeiras vacinas para cuidar da imunidade da criança, bem como é um período de adaptação da criança ao clima externo como as oscilações de frio e de calor, mudança climática etc. Os passeios com os recém-nascidos devem ser breves e em locais com pouca aglomeração de pessoas.

A decisão de se ter um filho nos dias atuais é algo desafiador, ao mesmo tempo que gera em nós intranquilidade, é também algo indiscutivelmente, incrível. Porque ser mãe e ser pai não tem preço, tudo é investimento.

Investimento de prazer, de emoção, de amor, de paixão, de se dar sentido a uma relação tão solitária, pois após o nascimento do primeiro filho, é um pedaço de nós fora do nosso corpo que respira, que tem sentimento, que vive.

É impossível esquecer, como é impossível de se arrepender. Pois é inexplicável o tamanho e a profundidade desse amor que nós pais sentimos pelos nossos filhos, por eles fazemos qualquer coisa.

A experiência se torna tão boa, que com o passar dos anos, esquecemos apenas o que foi árduo e lembramos de tudo que foi prazeroso. Então arriscamos mais um… e outro… e daí por diante…

Boa sorte, paciência e boa experiência aos pais de primeira viagem.

Texto de autoria de Angela Vilhena

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