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Como falar da morte para uma criança

O assunto morte não é e nunca será algo agradável de falar, se para os adultos é difícil assimilar, para as crianças é ainda mais complicado, porém quando tiver que falar é importante usar da sinceridade.

Evite inventar histórias que não são reais, como: a vovó virou uma estrelinha (pois a criança pode ficar criando meios de chegar até ela), ou ainda que a vovó viajou (pois a criança pode não querer aceitar que outros familiares viajem, porque identificará que essa pessoa nunca mais irá voltar).
Essas conclusões justificam que a criança em seu psiquismo infantil não consegue identificar o subjetivo apenas o concreto.

Um bom exemplo para que a criança entenda o ciclo da vida é um plantio de um caroço de feijão num algodão, onde dá pra ver a sementinha brotando, crescendo e depois morrendo.

Tratar a morte como um ciclo da vida é importante para que a criança perceba que é algo natural, pelo qual todos nós iremos passar. As perguntas ou dúvidas sobre a morte só começam a partir dos 5 anos.

Apenas após os 7 anos de idade é que uma criança percebe a morte como algo que poderá causar-lhe certa angústia, por isso se tiver que dar essa notícia antes dessa idade, não se preocupe.

Crianças com até 3 anos, não compreendem que a morte é algo definitivo, mas conseguem entender que não brincará com a vovó e que o seu pai não a levará mais para a escola.

Caso a criança apresente mudança de comportamento após uma notícia de morte, considere a ajuda de psicólogo infantil.
Simplifique, seja objetivo ao contar e não minta!
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Uma dica: evite falar que a pessoa dormiu para sempre ou descansou, a criança leva tudo ao “pé da letra” e pode ficar com medo na hora de dormir ou achar que a pessoa que morreu acordará. A expressão “foi fazer uma longa viagem” ou “foi embora” também pode confundir a criança e levá-la a acreditar que todos aqueles que farão uma viagem nunca mais voltarão ou então que a pessoa morta poderá voltar um dia.
O último adeus – O funeral só deve ser assistido pela criança se ela quiser. E não faça com que ela se sinta culpada se não desejar ir. O apoio das pessoas de sua confiança é muito importante. Se a decisão for de ir ao enterro, explique como o será e as cenas tristes que ela visualizará ao seu redor, como a existência do caixão e de pessoas chorando.

(fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/como-informar-a-morte-a-uma-crianca)

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