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Acelerar ou manter na mesma série?

acelerarSão muitos os prejuízos que uma criança pode sofrer ao ser evoluída de série sem necessidade. A criança pode sentir desinteresse pelos estudos, dificuldade de socialização e problemas de auto-estima. Saiba como identificar e lidar com essa situação.

As fases do desenvolvimento cognitivo segundo Piaget são bem claras: “a construção do ser humano é um processo que vai acontecendo ao longo da vida das crianças”…, contudo, para esclarecer ainda mais esse pensamento, o teórico faz ainda uma divisão perspicaz em 4 etapas a saber, sensório-motor (0 a 2 anos), pré-operatório (2 a 7 anos), operatório-concreto (7 a 11 anos) e operatório-formal (12 anos em diante).

No quarto bimestre do ano letivo, a maioria das crianças apresentam uma destacada evolução em seu desempenho, onde tanto os pais quanto a escola tendem a evoluir esta criança, devido a algumas peculiaridades sobressalentes que a destaca dentre os demais colegas; ora, esta criança foi estimulada durante 8 a 9 meses em suas ações tanto comportamentais quanto cognitivas e psicomotoras, e nos últimos 3 meses deste mesmo ano essas características serão apenas um retorno de todo esse estímulo e motivação que a criança recebeu.

Nada de achar que essas crianças que se destacaram estão preparadas para irem para outra turma mais avançada porque estão apresentando ótimo desempenho, pois é apenas um resultado positivo do que lhe foi proposto.

É necessário ressaltar a respeito da segunda etapa onde crianças de 2 a 7 anos, passam por uma transição do concreto para o abstrato (ou seja, pré-operatório), vemos esta etapa como a mais desafiadora do que as demais, justamente por ser nela que acontece boa parte da acomodação da aprendizagem que tanto os pais quanto a escola põem à prova, se a criança está aprendendo ou não, se a criança é portadora de algum distúrbio orgânico, ou ainda, se a criança possui altas habilidades.

Não devemos confundir alta habilidade, onde o ser humano denota uma aptidão que o destaca consideravelmente dentre os demais do seu grupo, com outro ser humano experto, denotando apenas uma habilidade sagaz; uma criança com alta habilidade denotará algo que para demais crianças da sua mesma idade seriam incapazes de realizar.

Assim uma criança que lê aos 3 anos de idade sem que a mesma frequente uma escola é um provável exemplo de alta habilidade, contudo uma criança que lê aos 3 anos, mas que frequenta uma escola e é estimulada em casa, talvez não seja um exemplo de alta habilidade.

Por que não vale a pena acelerar?

Uma criança que aos 3 anos de idade frequentou de maneira regular os três bimestres, mas perdeu o último quando foi transferida e evoluída para a série seguinte, e na série seguinte deixou de cursar os três primeiros bimestres, frequentando apenas no último. Ou seja, para recuperar esses três primeiros que perdeu, terá que repetir a série da qual foi evoluída, e ainda repetirá o último bimestre 2 vezes, soando mesmice.

Contudo, se a aprendizagem acontece ao longo da vida, não há nenhuma vantagem em apressar, e se a evolução é feita antes deste período, por exemplo no meio do ano letivo, a perca será ainda maior, pois talvez a criança não faça a repetição completa da série à qual foi evoluída, no ano seguinte.

Sugestão: não mude ou mexa no que está dando certo,se seu filho vai bem na série que está, deixe ele concluir, não peça para evoluírem ele de turma somente porque acha que perderá tempo se continuar na turma que está, devido o seu destaque ser mais perceptível do que os outros.

Ele perderá muito mais se tiver essa quebra neste período pré-operatório, numa fase de alfabetização, por volta dos 6 a 7 anos de idade, o fracasso estará garantido.

Conheça como esse processo cognitivo acontece e respeite as fases de desenvolvimento do seu filho.

O mais importante:

– Acredite na condição e possibilidade de crescimento e desenvolvimento do seu filho.

– Não tenha pressa em avançar sua série, esquecendo do mais importante: sua maturação social e afetiva.

– Nunca solicite dele notas melhores do que ele é capaz, demonstre satisfação, e caso a média esteja baixa, busque ajuda de um profissional da área, e um reforço especializado.

– Não ameace seu filho ou o castigue caso ele tenha fracassado nos estudos, isso não o ajudará, diga que sentará com ele para estudarem juntos para a próxima prova.

– Só ache e aceite que seu filho é portador de um distúrbio, após exames neurológicos comprovatórios (a partir dos 7 anos de idade).

– Dificuldades como TDAH, dislexia, síndrome de Asperger, são distúrbios raros se não tem ninguém na família que seja portadora dos mesmos.

– Intensifique seus valores, seu afeto, sua crença e diga isso ao seu filho, você irá prevenir mais da metade dos problemas que teme acontecer.

– Não deseje que seu filho seja melhor do que o outro coleguinha, ou seja o melhor da turma, isso pode resultar em frustração para o seu filho e arrependimento para você.

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